Quais São os Riscos de Uma Holding?

O Direito Empresarial, hoje em dia, é um dos ramos do Direito mais promissores que há. E, por esse motivo, também é um dos mais comentados. Ele permite uma enorme gama de oportunidades de atuação para o profissional, que vão desde a sua aplicação junto ao judiciário, até mesmo ao planejamento estratégico.

No que se refere ao planejamento estratégico, os advogados que atuam no ramo empresarial, costumam indicar Holding: entenda o que é e conheça os 5 principais tipo na criação de Holdings para os seus clientes para um bom plano de negócios.

Se você quer saber mais sobre esse assunto, quais são os riscos de uma holding, continue lendo, pois daremos todos os detalhes abaixo…

O Que é Uma Holding?

Antes de mais nada, vamos somente recapitular o que é uma holding. A Lei das Sociedades Por Ações (n° 6.404/76), instituiu as Holdings no país. Essa lei possibilita que uma empresa exerça influência ou controle as suas subsidiárias.

De uma forma bem resumida, uma holding consiste em uma empresa criada para manter o controle de outras empresas. Também podemos dizer que uma holding é uma empresa que não só é responsável pela administração, como também é uma empresa que detém a maior parte das ações das demais empresas.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, uma holding não precisa ser, necessariamente, uma S/A. Uma Sociedade Limitada também pode ser. As pessoas costumam se enganar pelo fato de as holdings serem regulamentadas pela Lei n° 6.404/76.

Quais São os Riscos de Uma Holding?

Ainda que existam vários motivos e vantagens para uma holding, a sua criação também apresenta alguns riscos. Por isso, antes de criar uma holding, fique atento e observe, dentre outros aspectos, os riscos que iremos descrever abaixo:

  • Fraude: há chances de manipulações fraudulentas das contas da empresa.
  • Subsidiárias exploradas: pode acontecer de a holding explorar as subsidiárias, que podem ser forçadas a comprar bens por um preço mais alto, e a vender por um preço mais baixo para a holding.
  • Poder econômico concentrado: os responsáveis pela administração da holding detêm o poder econômico sobre a mesma.

holding

  • Excesso de capitalização: é possível agrupar o capital de uma holding com as suas subsidiárias. E isso pode causar o que se chama de excesso de capitalização. Quando isso acontece, os acionistas passam a não receber um retorno justo, diante do capital que eles investiram.
  • Manipulação de informações: as informações a respeito das subsidiárias podem ser utilizadas com o intuito de obter vantagens pessoais. Um exemplo é o uso de informações financeiras das subsidiárias de forma indevida, com o objetivo de especulação.
  • Acionistas minoritários: os acionistas precisam pagar impostos sobre os valores dos dividendos que a holding lhes paga. Quando surge um novo acionista controlador, os minoritários também podem se ver obrigados a terem que pagar para que a sua participação anterior seja mantida.
  • Desvio de poder: Os membros de uma holding possuem grande responsabilidade financeira. No entanto, ela ainda é insignificante quando comparada com o poder financeiro. Por isso, pode ocorrer uso indevido do poder e muita irresponsabilidade.

  • Monopólio secreto: eles podem agir para eliminar os seus concorrentes e também para evitar que novas empresas entrem no mercado. Sem contar que os consumidores também podem ser obrigados a pagarem preço muito alto pelos produtos.