Sem dúvida alguma, sabemos da importância das pessoas em qualquer organização. Para verificar de forma simples isto, basta imaginarmos nosso local de trabalho com computadores, máquinas, mesas e sem nenhuma pessoa. Mas a importância das pessoas não reside somente no fato delas contribuírem com seus esforços e com seu trabalho, mas sim em dia-a-dia acrescentar algo ao capital intelectual das organizações.
As relações de trabalho evoluíram muito com o passar dos tempos. Mas em meio a toda essa evolução, existem organizações ainda estão na época do Feudalismo, onde o trabalhador era servil, já outras, um pouco mais "avançadas" estão na época do Taylorismo, onde o trabalhador era tido como uma máquina, movido a dinheiro e incentivos. Algumas mais "moderninhas" estão na era no teletrabalho, onde o trabalhador não tem que ir ao trabalho, nem tem horário e nem chefe. É importante analisar que todas as relações de trabalho contribuíram com o misto que temos hoje nas organizações. O fato é que de uma maneira ou outra, hoje organização e trabalhador interagem e este último deixa de ser considerado apenas empregado ou funcionário e passa a ser considerado como colaborador ou parceiro.
Todos os trabalhadores de uma organização, independente da posição hierárquica, do mais baixo ao presidente da empresa, não só pode, como deve contribuir para a formação do capital intelectual desta organização, mas para isso deve haver uma política clara, definida e principalmente um sistema de informações por trás de tudo, que não precisa ser complexo, mas deve possuir as funções básicas de armazenar, criando um banco de dados, tratar e divulgar a informação de forma objetiva e possivelmente agregando valor.
As informações que compõem o capital intelectual de uma organização, podem no início tomar um caráter mais generalista, gradativamente se aprofundar e quem sabe até se especializar em áreas de grande importância para o negócio da organização.
O primordial para uma organização formar seu capital intelectual é conseguir extrair de seus colaboradores e parceiros, suas experiências e informações, que deixam de ser apenas um conhecimento armazenado no cérebro de cada um e passam ser informação útil e disponível, que pode ser compartilhada e gerar novos conhecimentos para outras pessoas, criando para a organização um diferencial, comumente chamado de "inteligência competitiva", que pode no final se transformar em rentabilidade.
Alexey Carvalho (alexey@abcsolucoes.com.br), Administrador de Empresas e Especialista em Tecnologias em Informação, atua como Diretor da ABC Soluções Sistemas de Informação Ltda. (www.abcsolucoes.com.br), empresa que desenvolve soluções e consultoria na área de automação comercial e internet, onde atua como Canal Autorizado WideSoft.
Por: Alexey Carvalho
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