Matéria do Jornal do Commércio divulgou que o Cefet de Pernambuco montou uma sala de aula do futuro. Nela, os pinceis atômicos, o quadro negro e o giz são, definitivamente, peças de museu. São doze estações bem montadas de computadores. De sua tela, o professor pode monitorar cada aluno, controlar se eles estão acessando conteúdos pertinentes ou não, bloquear o teclado e o mouse de um aluno, de um grupo ou da turma e coordenar pesquisas na Internet.
Os alunos adoraram e o Cefet pretende, até o final deste ano, montar mais três salas como essa. Essa, pela matéria, parece ser realmente a sala de aula do futuro, ou daquelas escolas que só vemos em filmes, em cada carteira um laptop - e todos de última geração.
Novo papel para professores e alunos
Mas, o hardware e o software, eles são tudo? Numa sala de aula do futuro, há que se repensar o papel do professor e também do aluno. Disponibilizar aulas virtuais em espaço físico de sala de aula basta? Qual o perfil do aluno que ficará por detrás desses PCs? Todos se adaptam a essa modalidade de ensino/aprendizagem? Qual é o caminho a se percorrer?
Introduzir a tecnologia em sala de aula poderá beneficiar gerações inteiras, que passarão a ser alfabetizadas digitalmente, terão intimidade com essa tal de informática e estarão mais bem preparados para adentrar o mercado de trabalho. Muitos deles, ao saírem do ensino médio, estarão aptos a ingressar num curso de graduação à distância, sem interromper seus estudos pela necessidade de trabalhar.
Terão desenvolvido a disciplina necessária para fazer um curso inteiro à distância, saberão acessar os links, utilizar as ferramentas que o e-learning disponibiliza, participar de fóruns, debates, chats com muita tranqüilidade. A responsabilidade desses professores que iniciarão os alunos na tecnologia é imensa. Eles deverão refazer seus planos de aula para que realmente, junto com a turma, construam o conhecimento sabendo utilizar a tecnologia.
E esse será o segredo: saber utilizar a tecnologia na construção de conhecimentos em sala de aula e fora dela, instrumentalizando esses jovens adequadamente para o futuro, usando estrategicamente o melhor que a tecnologia pode oferecer: a disseminação do conhecimento, sem barreiras e com bastante senso crítico para melhor avaliação do material existente.
Fonte: http://www.wnews.com.br
Por: Cláudia Parnes
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